Como funciona o seguro-desemprego? É um benefício temporário pago a quem foi demitido sem justa causa, em 3 a 5 parcelas mensais que vão de R$ 1.621,00 a R$ 2.518,65 em 2026. O número de parcelas depende de quantos meses você trabalhou e de quantas vezes já pediu.
O que quase ninguém faz antes de pedir é a conta do tamanho do buraco. Quem ganhava R$ 3.000 passa a receber R$ 2.166,66, e quem ganhava R$ 5.000 recebe menos da metade.
Abaixo estão as regras da Lei nº 7.998/1990, a tabela de valores de 2026 e um jeito de planejar os meses em que o salário vira parcela.
Como Funciona o Seguro-Desemprego na Prática
O seguro-desemprego é uma renda provisória que substitui parte do salário enquanto você procura outro emprego. Ele é pago pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador, o FAT, e liberado pela Caixa.
Tem direito quem trabalhava com carteira assinada e foi dispensado sem justa causa. Também entra quem saiu por rescisão indireta, quando a falta grave foi do empregador.
A lei ainda exige três condições. Você não pode estar recebendo aposentadoria ou outro benefício previdenciário contínuo, não pode ter renda própria suficiente para se manter e precisa cumprir um tempo mínimo de trabalho.
Esse tempo mínimo muda conforme o número do pedido, segundo o serviço oficial do gov.br:
| Pedido | Tempo mínimo de trabalho | Janela considerada |
|---|---|---|
| 1ª vez | 12 meses | Últimos 18 meses |
| 2ª vez | 9 meses | Últimos 12 meses |
| 3ª vez em diante | 6 meses | Os 6 meses imediatamente anteriores |
Fração de 15 dias ou mais de trabalho conta como mês inteiro. Entre um benefício e outro, a lei pede um intervalo de 16 meses, chamado de período aquisitivo.
Acordo e pedido de demissão ficam de fora
Quem pede demissão não tem direito ao benefício. Quem sai por acordo com a empresa também não: o artigo 484-A da CLT diz que essa modalidade não autoriza a entrada no programa, mesmo liberando parte do FGTS.
O ZapGastos é um assistente financeiro no WhatsApp que registra seus gastos por mensagem e conecta suas contas bancárias para mostrar, em tempo real, para onde o dinheiro está indo. Numa fase de renda menor, ele serve para uma pergunta só: quanto do mês ainda cabe na parcela que vai cair.
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As Dúvidas Que Aparecem Logo Depois da Demissão
A maior parte das dúvidas sobre o seguro-desemprego é sobre prazo, tipo de saída e o que acontece se surgir um trabalho no meio do caminho. Abaixo estão as perguntas como as pessoas costumam escrever.
quanto tempo de carteira assinada preciso pra receber?
Na primeira vez, 12 meses nos últimos 18. Não precisa ser tudo no mesmo emprego: vínculos diferentes somam, desde que estejam registrados.
fiz acordo com a empresa, tenho direito?
Não. O acordo do artigo 484-A da CLT libera 80% do saldo do FGTS e metade da multa, mas exclui o seguro-desemprego de forma expressa.
tenho quanto tempo pra dar entrada?
Do 7º ao 120º dia depois da demissão. O prazo é fixado pelo Codefat, o conselho que administra o FAT. Passou dos 120 dias, o direito daquele desligamento se perde.
arrumei um bico, perco o seguro?
Emprego com carteira suspende o benefício na hora. Trabalho informal não aparece no sistema, mas o requisito de não ter renda própria continua valendo, e informação falsa leva ao cancelamento e à devolução do que foi pago.
tenho MEI aberto, posso receber?
O CNPJ ativo costuma travar o pedido, porque o sistema presume que ele gera renda. Dá para recorrer mostrando que a empresa não fatura o suficiente para o seu sustento.
seguro-desemprego cai no sábado?
O crédito segue o calendário da Caixa, que libera as parcelas em dias úteis. Se a data prevista cair num fim de semana, o dinheiro costuma aparecer no dia útil seguinte.
Quantas Parcelas Você Recebe em Cada Pedido
Você recebe de 3 a 5 parcelas, conforme os meses trabalhados nos 36 meses anteriores à demissão. A regra está no artigo 4º da Lei nº 7.998/1990.
| Meses trabalhados | 1º pedido | 2º pedido | 3º pedido em diante |
|---|---|---|---|
| 6 a 8 | sem direito | sem direito | 3 parcelas |
| 9 a 11 | sem direito | 3 parcelas | 3 parcelas |
| 12 a 23 | 4 parcelas | 4 parcelas | 4 parcelas |
| 24 ou mais | 5 parcelas | 5 parcelas | 5 parcelas |
O empregado doméstico segue outra regra. Pela Lei Complementar nº 150/2015, ele recebe até 3 parcelas de um salário mínimo, desde que tenha trabalhado 15 meses nos últimos 24.

Como Calcular o Valor da Sua Parcela
O valor sai da média dos seus três últimos salários antes da demissão, aplicada a uma tabela de três faixas. A tabela é reajustada todo janeiro pelo INPC, que em 2025 fechou em 3,90%.
| Salário médio | Como calcular a parcela |
|---|---|
| Até R$ 2.222,17 | Multiplique por 0,8 |
| De R$ 2.222,18 a R$ 3.703,99 | R$ 1.777,74 mais metade do que passar de R$ 2.222,17 |
| Acima de R$ 3.703,99 | Valor fixo de R$ 2.518,65 |
O piso vem do Decreto nº 12.797/2025, que fixou o salário mínimo de 2026. O reajuste pelo INPC é o mesmo índice explicado no guia sobre o que é inflação e a diferença entre IPCA e INPC.
Veja o cálculo em três salários diferentes:
| Salário médio | Parcela | Quanto a renda cai |
|---|---|---|
| R$ 2.000,00 | R$ 1.621,00 (piso) | 19% |
| R$ 3.000,00 | R$ 2.166,66 | 28% |
| R$ 5.000,00 | R$ 2.518,65 (teto) | 50% |
A conta que ninguém faz antes de pedir
Com salário de R$ 3.000 e direito a 5 parcelas, a renda cai R$ 833,34 por mês. Em cinco meses, são R$ 4.166,70 a menos entrando na conta. Esse é o tamanho do corte que o orçamento precisa absorver.
Para testar o seu caso com outros valores e prazos, a calculadora financeira do ZapGastos ajuda a ver quanto a diferença pesa ao longo dos meses.

Como Pedir o Seguro-Desemprego em 4 Passos
O pedido é feito pela internet, com o requerimento que a empresa entrega na demissão e o seu CPF. Não é preciso ir a uma agência.
- Guarde o requerimento. O empregador precisa entregar o documento do seguro-desemprego junto com a rescisão.
- Espere o 7º dia. O pedido só abre uma semana depois da demissão e fecha no 120º dia.
- Escolha o canal. Dá para pedir pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital, pelo portal gov.br ou pelo telefone 158.
- Acompanhe a liberação. O gov.br estima entre 31 e 60 dias corridos para o processamento, e as parcelas seguintes caem a cada 30 dias.
O benefício é suspenso se você for contratado de novo com carteira ou passar a receber um benefício previdenciário. Ele é cancelado se você recusar um emprego compatível com a sua qualificação e o seu salário anterior, ou se houver fraude.
Três assinaturas de R$ 40 somem R$ 600 do seu seguro em 5 parcelas, é quase um terço de uma parcela de R$ 2.166. O detector aponta o que dá para pausar enquanto a renda está menor.
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Antes da primeira parcela vem a rescisão. Se a empresa pagou o aviso sem você trabalhar, vale entender o que é aviso prévio e quantos dias ele vale pelo seu tempo de casa, porque esse dinheiro cai no mesmo mês e muda a conta do orçamento.
O FGTS e o Seguro Não São o Mesmo Dinheiro
O seguro-desemprego vem do FAT, e o FGTS é uma poupança sua que a demissão libera. Os dois chegam na mesma época, o que leva muita gente a tratar a soma como se fosse renda.
Na dispensa sem justa causa, você saca o saldo do FGTS e recebe a multa de 40% paga pela empresa. A exceção é quem aderiu ao saque-aniversário: essa pessoa recebe a multa, mas o saldo continua preso e sai nos saques anuais.
Separar os dois ajuda. A parcela paga o mês; o FGTS é a reserva que segura o período depois que as parcelas acabarem, caso o novo emprego demore.
O mesmo raciocínio vale para outros valores que caem uma vez por ano, como o décimo terceiro proporcional da rescisão e o abono salarial do PIS, que você continua recebendo se cumprir os requisitos do ano-base.
Como Fazer a Parcela Durar Até o Próximo Emprego
O jeito de a parcela durar é montar o orçamento pelo valor novo no primeiro mês, e não no terceiro. Quem espera a conta apertar costuma gastar o FGTS cobrindo a diferença.
Comece listando os gastos fixos e comparando com a parcela. Se o fixo passa do valor que vai cair, o corte precisa vir antes de qualquer gasto variável, como explica o passo a passo de como fazer um orçamento que você não abandona.
Depois projete os meses seguintes. A previsão de gastos mostra se o mês cabe na renda que vem, e é essa pergunta que importa enquanto a renda é o seguro.
Se o novo emprego for em outro banco, lembre que a portabilidade de salário leva o dinheiro para a conta que você já usa, sem tarifa.

Acompanhar esses meses gasto a gasto é o que evita a surpresa no fim da última parcela. Os planos do ZapGastos começam em R$ 9,90 por mês, e você registra tudo pelo WhatsApp.
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Perguntas Frequentes Sobre o Seguro-Desemprego
Como funciona o seguro-desemprego?
O seguro-desemprego paga de 3 a 5 parcelas mensais a quem foi demitido sem justa causa e cumpre o tempo mínimo de trabalho. Em 2026, cada parcela vai de R$ 1.621,00 a R$ 2.518,65, conforme a média dos três últimos salários.
Qual é o valor máximo do seguro-desemprego em 2026?
O teto é de R$ 2.518,65 por parcela, pago a quem tinha salário médio acima de R$ 3.703,99. A tabela foi reajustada em janeiro de 2026 pelo INPC de 3,90%.
Quem pede demissão recebe seguro-desemprego?
Não. O benefício é só para demissão sem justa causa ou rescisão indireta. Pedido de demissão e acordo entre empregado e empresa não dão direito.
Qual o prazo para pedir o seguro-desemprego?
O pedido pode ser feito do 7º ao 120º dia depois da demissão, pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital, pelo portal gov.br ou pelo telefone 158.
Posso receber o seguro-desemprego e o FGTS ao mesmo tempo?
Sim. São benefícios diferentes: o seguro vem do FAT e o FGTS é um saldo seu. Quem aderiu ao saque-aniversário recebe a multa de 40%, mas não o saldo do FGTS.
A Parcela Tem Data Para Acabar
O seguro-desemprego compra tempo, e tempo contado em parcelas. Quem sabe desde o primeiro mês quanto vai cair e quanto sai chega à última parcela com o FGTS ainda inteiro.
Fontes Consultadas
- Lei nº 7.998/1990, arts. 3º a 8º, com a redação da Lei nº 13.134/2015.
- gov.br: Solicitar o Seguro-Desemprego, com requisitos, canais e prazo de processamento.
- Decreto nº 12.797/2025, que fixa o salário mínimo de 2026 em R$ 1.621,00.
- CLT, artigo 484-A, sobre a extinção do contrato por acordo.
- Ministério do Trabalho e Emprego, tabela do seguro-desemprego em vigor desde 11 de janeiro de 2026.




